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Financeiro17 de agosto de 20264 min de leitura

Plano mensal de banho: como montar sem dar prejuízo

Assinatura é a forma mais barata de garantir faturamento previsível — e a mais fácil de errar. Como precificar, quais regras escrever e quando o plano vira prejuízo.

Por Equipe Trimly

Cachorro deitado na grama depois do banho

Um cliente que paga R$ 200 por mês no cartão vale muito mais que um cliente que gasta R$ 200 quando lembra. Não é só pelo valor — é porque você consegue planejar a escala da equipe, a compra de produto e o próprio caixa sabendo quanto entra no dia 5.

Só que plano mal desenhado é uma forma elegante de dar desconto para quem já era seu melhor cliente.

Antes de tudo: quanto o cliente realmente usa

A conta do plano não é "4 banhos × R$ 60 = R$ 240, vou cobrar R$ 200". É:

Quantos banhos ele vai efetivamente fazer?

Na prática, quem contrata 4 banhos no mês costuma usar 3. Feriado, viagem, semana corrida, cachorro que ficou doente. Essa diferença entre o contratado e o usado é o que torna o plano viável — e é também o que faz o cliente cancelar se ele perceber que paga por algo que não usa.

Por isso a regra mais importante:

Precifique pelo uso esperado, não pelo uso máximo. E deixe o cliente enxergar o que ele usou.

A armadilha do "ilimitado"

Banho ilimitado parece atrativo e quase sempre dá errado, por dois motivos:

  1. Atrai exatamente quem usa mais. Quem tem cachorro branco de pelo curto que suja fácil vai contratar. Quem leva uma vez por mês, não.
  2. Você perde o controle da agenda. Cliente de plano ilimitado ocupa horário nobre de sábado, que é o horário que você venderia por preço cheio.

Se quiser algo com cara de ilimitado, limite pelo que dói menos: dias da semana. "Banhos à vontade de segunda a quinta" enche a cadeira ociosa e preserva o sábado.

As regras que evitam briga

Escreva antes, não depois:

Nada disso precisa de contrato de advogado. Precisa estar escrito, em português claro, e o cliente precisa ter recebido.

Cobrar todo mês sem correr atrás

Aqui é onde a maioria desiste. Plano vendido no caderno vira cobrança manual, que vira mensagem de WhatsApp constrangedora no dia 10.

O Trimly integra com a Stripe para isso: você cria o plano, manda o link, o cliente cadastra o cartão uma vez e a cobrança acontece sozinha todo mês. Quando o cartão falha, você vê no painel em vez de descobrir dois meses depois.

E o consumo é descontado sozinho: quando o pet do assinante é atendido, a sessão sai do saldo dele. Ninguém precisa lembrar de dar baixa.

Como saber se o plano está valendo

Olhe três números, todo mês:

  1. Taxa de uso. Sessões usadas dividido por sessões contratadas. Se passar de 90%, seu preço está baixo. Se ficar abaixo de 50%, o cliente vai cancelar em breve — vale ligar antes disso.
  2. Receita por hora de cadeira. Compare a hora ocupada por assinante com a hora ocupada por cliente avulso. Se a diferença for grande demais, o desconto está exagerado.
  3. Permanência. Quantos meses o assinante médio fica. Um plano que segura o cliente por oito meses justifica desconto maior que um que segura por dois.

O erro que custa mais caro

Vender plano para quem já vinha toda semana. Esse cliente ia pagar preço cheio de qualquer jeito; o plano só reduz a receita dele.

Plano é ferramenta de frequência, não de fidelidade. Ofereça para quem vem uma vez por mês e poderia vir três. Para o cliente que já é fiel, ofereça outra coisa: prioridade de horário, um serviço extra, atendimento em horário fechado. Custa menos e agrada mais.

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